terça-feira , abril 25 2017
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Poeta Léo Medeiros

Esqueci de esquecer quem me esqueceu

Esqueci de esquecer quem me esqueceu Porque sei que quem ama não esquece Muitas vezes a gente se apaixona Cai na onda dum falso juramento Se encanta com pouco encantamento Quando pensa que não, já foi à lona; A verdade, pois quando vem a tona Sofre mais, muito mais quem não merece Eu já fiz a meu Deus tanta da prece Foi em vão, pois meu rogo não valeu Esqueci de esquecer quem me esqueceu Porque sei que quem ama não esquece. Sou um pobre mortal, que ainda tem Mil razões e motivos para amar Já chorei, já menti, já fiz chorar Pratiquei muitos males, fiz o bem Abriguei neste peito certo alguém Que lembrando, o mesmo, adoece; O suor, pinga frio, e a dor cresce Avisando, dum caso que …

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A Caatinga Nordestina

 Quando o machado feroz Extermina a baraúna Mata também a graúna Que cala triste sem voz A espécie do aveloz Já foi metade arrancada E está sendo dizimada Vítima da mão assassina A caatinga nordestina Precisa ser preservada A ganância compulsiva Aniquila a nossa flora E o nosso bioma chora Sem nenhuma alternativa Canta triste a patativa Emudecendo a toada Numa aroeira queimada Chora um galo de campina A caatinga nordestina Precisa ser preservada Se a mata for destruída Falta a flor pra jandaíra Falta o néctar pra cupira Pro bicho não tem comida Azulão não tem guarida Bate logo em revoada A catingueira cortada Bota lágrimas de resina A caatinga nordestina Precisa ser preservada Lamentar é o que nos resta Perante todo o extermínio E o homem segue o …

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Escritor Ariano Suassuna era um símbolo de resistência à americanização, diz jornal francês

O importante  jornal Le Monde faz amplo elogio ao escritor paraibano Ariano Suassuana que faleceu 23 de julho. Um dos mais importantes jornais franceses, o Le Monde, destacou na edição desta terça (30) a perda de Ariano Suassuna. Segundo a publicação, o escritor que morreu em 23 de julho era um "símbolo de resistência à americanização" e "deu ao Nordeste um valor universal".  O modo como vivia em Recife — "em um casarão antigo que resistiu à especulação imobiliária, todo feito de madeira, tijolos e telhas" — mostrava a valorização da cultura popular, conforme descreve o jornal. Sempre vestido de branco, o acadêmico, poeta, romancista e dramaturgo se cercava por peças do artesanato popular, feitas de terracota por toda região do Nordeste como Tracunhaém, Caruaru e as carrancas do rio …

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A maior ilusão que eu já vivi Foi saber que vivi uma ilusão.

Como todo poeta apaixonado Me deixei enganar por seu sorriso Vi nos seus caracóis o Paraíso E pensei que seria abençoado Mas o Céu que eu havia imaginado Transformou-se numa mera assombração Quando chega esse tempo de São João Eu me lembro de quem nunca me esqueci A maior ilusão que eu já vivi Foi saber que vivi uma ilusão. (Mote de Dayane Rocha) Poeta Wellington Vicente

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Luto na Literatura: Morre o poeta e escritor baiano João Ubaldo Ribeiro

O escritor tinha 73 anos e deixou quatro filhos além de uma grande obra literária. João Ubaldo Ribeiro, escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras, morreu nesta sexta-feira (18), aos 73 anos, no Rio de Janeiro. Entre suas obras, destacam-se livros como “Sargento Getúlio” e “O Sorriso do Lagarto”. Ele deixa quatro filhos. O escritor teve uma embolia pulmonar e morreu em casa, no bairro do Leblon. Ubaldo era o sétimo ocupante da cadeira número 34 da Academia, sendo eleito em 7 de outubro de 1993, no lugar de Carlos Castello Branco. João Ubaldo Ribeiro nasceu em Itaparica, na Bahia, no dia 23 de janeiro de 1941. Trabalhou como repórter no Jornal da Bahia e como editor chefe na Tribuna da Bahia. Formado em Direito pela Universidade Federal da …

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O cego e a guitarra poema do poeta português Fernando Pessoa

O cego e a guitarra O ruído vário da rua Passa alto por mim que sigo. Vejo: cada coisa é sua Oiço: cada som é consigo. Sou como a praia a que invade Um mar que torna a descer. Ah, nisto tudo a verdade É só eu ter que morrer. Depois de eu cessar, o ruído. Não, não ajusto nada Ao meu conceito perdido Como uma flor na estrada. Cheguei à janela Porque ouvi cantar. É um cego e a guitarra Que estão a chorar. Ambos fazem pena, São uma coisa só Que anda pelo mundo A fazer ter dó. Eu também sou um cego Cantando na estrada, A estrada é maior E não peço nada. Fernando Pessoa

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Poema Desejo, do poeta francês Victor Hugo

Desejo Desejo primeiro que você ame, E que amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que esquecendo, não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, Mas se for, saiba ser sem desesperar. Desejo também que tenha amigos, Que mesmo maus e inconseqüentes, Sejam corajosos e fiéis, E que pelo menos num deles Você possa confiar sem duvidar. E porque a vida é assim, Desejo ainda que você tenha inimigos. Nem muitos, nem poucos, Mas na medida exata para que, algumas vezes, Você se interpele a respeito De suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, Para que você não se sinta demasiado seguro. Desejo depois que você seja útil, Mas não insubstituível. E que nos maus …

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Poema Tabacaria do poeta Fernando Pessoa

Tabacaria Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo. que ninguém sabe quem é ( E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E …

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Copa do Mundo gera 1 milhão de empregos e pode injetar R$ 30 bilhões, aponta estudo

A Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 vai gerar cerca de 1 milhão de empregos no país, o que equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais criados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. Além da geração de postos de trabalho, a Copa do Mundo, deve propiciar a injeção de R$ 30 bilhões na economia brasileira. Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Ministério do Turismo. O estudo tem como parâmetro uma comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e tem como referência o período de janeiro de 2011 a março de 2014. Durante …

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Trovas de Ademar Macedo

Com imenso prazer eu posto estas três trovas de autoria do nosso potiguar, trovador Ademar Macedo, poeta natural de Santana do Matos, que nos deixou no início de 2013, quando residia em Natal-RN. Por minha fé ser tamanha, pude remover enfim, pedaços de uma montanha que tinha dentro de mim… Eu me orgulho em ver os frutos no chão da minha palhoça e um silo com os produtos colhidos na minha roça! A Mãe guarda tanto amor que não encontra empecilho para ocultar sua dor, em respeito a dor do filho..

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