terça-feira , abril 25 2017
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Eduardo Campos – Meizinhas do sertão

É o sentimento de amizade e colaboração que une o sertanejo uns aos outros. O que é ciência, isto é ensinamento que proporcione conforto, saúde ou melhoria de via para o seu semelhante, é logo ensinado a outros sem reservas. O desejo generalizado é que um número sempre maior de pessoas receba os benefícios de um bom conselho, de uma receita de meizinha, ou de uma simpls oração que repetida duas ou três vezes afugente qualquer moléstia. Somente sob a influência da feitiçaria poderiam os sertanejos negar os seus serviços. Mas, livres das influências dos despachos das macumbas, porque não receberam em sua região a influência decisiva dos negros, a medicina popular é exercida em sua área geográfica sem maiores mistérios. Todo mundo tem satisfação de passar adiante conhecimentos “médicos”, …

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O Menino e o Padre

Um padre andava pelo sertão, e como estava com muita sede, aproximou-se duma cabana e chamou por alguém de dentro.Veio então lhe atender um menino muito mirrado.– Bom dia meu filho, você não tem por aí uma aguinha aqui pro padre?– Água tem não senhor, aqui só tem um pote cheio de garapa de açúcar! Se o senhor quiser… – disse o menino.– Serve, vá buscar. – pediu-lhe o padre.E o menino trouxe a garapa dentro de uma cabaça. O padre bebeu bastante e o menino ofereceu mais. Meio desconfiado, mas como estava com muita sede o padre aceitou.Depois de beber, o padre curioso perguntou ao menino:– Me diga uma coisa, sua mãe não vai brigar com você por causa dessa garapa?– Briga não senhor. Ela não quer mais essa …

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A Experiência Transcendental de Zé Freire

Augusto Cesar Magalhães Pinto José Freire Sobrinho, o popular Zé Freire, que já retratei em outra crônica, continua residindo na Fazenda Esperança e hoje acha-se muito ligado a corrente mística por conta de uns fatos inexplicáveis que lhe aconteceram. O primeiro refere-se a uma viagem que ele fazia de Esperança a Quixadá antes do dia amanhecer, e como se diz bom motorista, em alta velocidade. Quando se achava próximo uma curva muito fechada ou viu uma voz que lhe dizia: – Diminua a velocidade, Zé, que tem muito gado na pista! Obedecendo aos ditames da voz misteriosa, reduziu bruscamente a velocidade e logo que entrou na curva, constatou haver pelo menos duas dezenas de reses malhadas sobre o asfalto, ciente de que se não tivesse sido avisado tempestivamente sofreria um …

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RN perde o folclorista Deífilo Gurgel

Faleceu nesta segunda-feira(06) o folclorista potiguar Deífilo Gurgel. Segundo informações da família, o pesquisador Deífilo Gurgel,tinha 84 anos , estava internado no hospital Papi, onde foi levado no sábado,21/01,após quatro dias de depressão alta. O motivo da internação teria sido desidratação e início de desnutrição. Desta vez a falência multipla dos órgãos foi a causa da sua morte. O sepultamento acontece ás 20 hs em Emaús. Em maio do ano passado, Deífilo passou por uma cirurgia para extrair um tumor benigno na próstata, mas segundo Tarcísio Gurgel,irmão do escritor, os problemas atuais não decorrem do procedimento. Obra-prima Deífilo Gurgel é tido como um dos maiores folcloristas brasileiros e, no momento, se preparava para o lançamento do novo livro, O Romanceiro Potiguar, agendado para o mês de março de 2012, através …

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Os três ladrões da ovelha

Três ladrões estavam descansando debaixo de uma árvore quando avistaram um homem que trazia uma marrã de ovelha nas costas. Pensaram em atacá-lo e toma a ovelha, mas um deles teve uma idéia melhor e que foi aceita por todos. Saiu na estrada o primeiro ladrão e, saudando o homem da ovelha perguntou onde ele tinha comprado aquele cachorro tão bonito. O homem explicou que era uma ovelha e o ladrão esteve teimando que era um cachorro até que se despediu. Mais para diante o segundo ladrão apareceu e gabou muito a beleza do cachorro, embora o homem dissesse que era uma ovelha, comprada na feira. Teimou e teimou e se despediu, deixando o dono da ovelha muito desconfiado. O terceiro ladrão fez o mesmo jogo, dando as belezas do …

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O alfaiate e o malandro

No tempo em que Jesus andava pelo mundo com o apóstolo Pedro, disseram que ele ia passar por uma vila onde morava uma viúva muito piedosa e sem malícia. Ela morava numa casa de parede e meia com um alfaiate danado de sem vergonha e que queria pegar a viúva. Nunca dava certo dele pegar a viúva. Então, ele fez um buraco na parede para poder ver o que ela fazia, e vivia espiando. Um dia, ele viu a viúva rezando na sala e pedindo que Jesus chegasse logo, que era o maior consolo da vida dela. Então, o alfaiate, pelo buraco da parede, disse: – Minha querida irmã, eu já escutei o seu rogo, por isso apronte a janta e a cama que eu vou chegar antes da madrugada. …

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A cana e a cachaça

A importância da cana de açucar para o desenvolvimento do Nordeste é incauculável, por muito tempo essa Região foi a mais rica do país graças a essa planta cultivada com abundância nos solos pernambucanos e alagoanos. Mas o caso é outro, sobre a origem da cana e da cachaça encontrei na net o seguinte: Jesus Cristo passava por uma estrada e, sob sol forte, morria de fome e de sede. De repente, avistou um canavial. Sentou-se numa sombra entre as folhas, refrescou-se do calor, descansou, chupou uns gomos e matou a fome. Ao sair, abençoou as canas, prometendo que delas o homem tiraria um alimento bom e doce. No outro dia, na mesma hora, o diabo saiu do inferno e, galopando pela estrada, foi dar no mesmo canavial. Mas, desta …

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Seis aventuras de Pedro Malazarte

Luís da Câmara CascudoI Um casal de velhos possuía dois filhos homens, João e Pedro, este tão astucioso e vadio que o chamavam Pedro Malazarte. Como era gente pobre, o filho mais velho saiu para ganhar a vida e empregou-se numa fazenda onde o proprietário era rico e cheio de velhacarias, não pagando aos empregados porque fazia contratos impossíveis de cumprimento. João trabalhou quase um ano e voltou quase morto. O patrão tirara-lhe uma tira de couro desde o pescoço até o fim das costas e nada mais lhe dera. Pedro ficou furioso e saiu para vingar o irmão. Procurou o mesmo fazendeiro e pediu trabalho. O fazendeiro disse que o empregava com duas condições; não enjeitar serviços e do que primeiro ficasse zangado tirava o outro uma tira de …

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