segunda-feira , maio 29 2017
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A Caatinga Nordestina

 Quando o machado feroz Extermina a baraúna Mata também a graúna Que cala triste sem voz A espécie do aveloz Já foi metade arrancada E está sendo dizimada Vítima da mão assassina A caatinga nordestina Precisa ser preservada A ganância compulsiva Aniquila a nossa flora E o nosso bioma chora Sem nenhuma alternativa Canta triste a patativa Emudecendo a toada Numa aroeira queimada Chora um galo de campina A caatinga nordestina Precisa ser preservada Se a mata for destruída Falta a flor pra jandaíra Falta o néctar pra cupira Pro bicho não tem comida Azulão não tem guarida Bate logo em revoada A catingueira cortada Bota lágrimas de resina A caatinga nordestina Precisa ser preservada Lamentar é o que nos resta Perante todo o extermínio E o homem segue o …

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A maior ilusão que eu já vivi Foi saber que vivi uma ilusão.

Como todo poeta apaixonado Me deixei enganar por seu sorriso Vi nos seus caracóis o Paraíso E pensei que seria abençoado Mas o Céu que eu havia imaginado Transformou-se numa mera assombração Quando chega esse tempo de São João Eu me lembro de quem nunca me esqueci A maior ilusão que eu já vivi Foi saber que vivi uma ilusão. (Mote de Dayane Rocha) Poeta Wellington Vicente

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O cego e a guitarra poema do poeta português Fernando Pessoa

O cego e a guitarra O ruído vário da rua Passa alto por mim que sigo. Vejo: cada coisa é sua Oiço: cada som é consigo. Sou como a praia a que invade Um mar que torna a descer. Ah, nisto tudo a verdade É só eu ter que morrer. Depois de eu cessar, o ruído. Não, não ajusto nada Ao meu conceito perdido Como uma flor na estrada. Cheguei à janela Porque ouvi cantar. É um cego e a guitarra Que estão a chorar. Ambos fazem pena, São uma coisa só Que anda pelo mundo A fazer ter dó. Eu também sou um cego Cantando na estrada, A estrada é maior E não peço nada. Fernando Pessoa

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Poema Desejo, do poeta francês Victor Hugo

Desejo Desejo primeiro que você ame, E que amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que esquecendo, não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, Mas se for, saiba ser sem desesperar. Desejo também que tenha amigos, Que mesmo maus e inconseqüentes, Sejam corajosos e fiéis, E que pelo menos num deles Você possa confiar sem duvidar. E porque a vida é assim, Desejo ainda que você tenha inimigos. Nem muitos, nem poucos, Mas na medida exata para que, algumas vezes, Você se interpele a respeito De suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, Para que você não se sinta demasiado seguro. Desejo depois que você seja útil, Mas não insubstituível. E que nos maus …

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Poema Tabacaria do poeta Fernando Pessoa

Tabacaria Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo. que ninguém sabe quem é ( E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E …

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Trovas de Ademar Macedo

Com imenso prazer eu posto estas três trovas de autoria do nosso potiguar, trovador Ademar Macedo, poeta natural de Santana do Matos, que nos deixou no início de 2013, quando residia em Natal-RN. Por minha fé ser tamanha, pude remover enfim, pedaços de uma montanha que tinha dentro de mim… Eu me orgulho em ver os frutos no chão da minha palhoça e um silo com os produtos colhidos na minha roça! A Mãe guarda tanto amor que não encontra empecilho para ocultar sua dor, em respeito a dor do filho..

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Uma mãe que maltrata os próprios filhos Não devia chamar-se mãe gentil

No país de inocentes flagelados Filhos pobres não tem o que comer Onde os ricos abusam do poder Os bilhões de Reais são desviados Os políticos corruptos são tratados Como os homens mais nobres do Brasil Quem já foi pátria amada hoje é hostil O teu sol não liberta nem têm brilhos Uma mãe que maltrata os próprios filhos Não devia chamar-se “mãe gentil” Marcos Rabelo

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Travessia, poema de Francisco Cândido

O belo poema do vate curraisnovense Francisco Cândido, intitulado “Travessia ”. Vamos viajar nesses magníficos versos desejando à todos os nossos leitores um ótimo fim de semana. Vivo a magia de um tempo de travessia, A aurora da poesia na minha vida cidadã. Obrigado, bom Deus, por tanta maestria, Poesia é vida e a minha eterna guardiã! O meu corpo parece exausto, cansado E minha bengala é a fiel companheira, Subindo a ladeira íngreme do passado Confiante, mas essa pode ser a derradeira. Irei chegar a outra margem desse sertão Feito de uma espera que parece não ter fim Em mim, uma vontade de ficar nesse rincão Deitado no chão a espera de um motim. Atravesso a ponte pênsil do meu porvir. Agora não pergunto: que caminho seguir? A poesia …

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Chico Cesar e Poema: Os Vaiantes do Itaquerão

Os vaiantes chegam antes vão antes de van com seus seus ingressos vips os vaiantes não querem saber se há crianças na sala de casa vendo tv eles pegaram os aviões desceram nos aeroportos e alguns tomaram o metrô até o estádio finalmente concluído tudo funcionou até ali e os vaiantes sentem-se frustrados na falta de desastres e felizes em agredir a mulher muitos vaiantes são mulheres a euforia uma certa embriaguez até de estar ali fazendo ola e aparecendo no telão de led a euforia e uma certa embriaguez até de pertencer ainda a um grupo um condomínio fechado dá segurança aos vaiantes eles precisam gritar em público e em coro aquela palavra que evitam dizer em casa na mesa em que se empanturram para depois fazer dieta ou …

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A saudade é um moinho que moi o peito da gente

Saudade não se desgasta Por mais que o tempo passe É na ausência que nasce Causando uma dor nefasta Quando quem gosta se afasta É qu’ela se faz presente Entra no peito carente Pra nele fazer seu ninho A SAUDADE É UM MOINHO QUE MOI O PEITO DA GENTE. A saudade causa efeito Danoso a qualquer pessoa Quem guarda lembrança boa Sente a mesma, não tem jeito, Quando ele invade o peito Não há ninguém resistente Nem duro o suficiente Pra não sofrer um pouquinho A SAUDADE É UM MOINHO QUE MOI O PEITO DA GENTE. Valdenor de Almeida – 07/06/2013 Mote de: Mônica Barbosa

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